Perda de audição: tipos, causas e quando usar aparelho

Postado em: 30/01/2026

Perda de audição: tipos, causas e quando usar aparelho

A perda de audição é uma condição mais comum do que muitas pessoas imaginam e pode afetar indivíduos de todas as idades, desde crianças até idosos. Em muitos casos, os sinais iniciais são sutis e acabam sendo negligenciados, o que pode atrasar o diagnóstico e o início do cuidado adequado. 

Ao longo deste conteúdo, você vai entender o que é a perda de audição, quais são seus principais tipos e causas, como é feito o diagnóstico por meio de exames específicos, quais são as opções de reabilitação disponíveis e em que situações o uso de aparelho auditivo é indicado!

O que é a perda de audição?

A perda de audição é definida como a redução parcial ou total da capacidade de perceber sons. Ela ocorre quando alguma etapa do sistema auditivo não funciona adequadamente, dificultando a captação ou a interpretação dos estímulos sonoros. 

Essa condição pode variar em intensidade, sendo classificada, de forma geral, como leve, moderada, severa ou profunda. 

Nas perdas leves, a pessoa costuma ter dificuldade para ouvir sons mais baixos ou compreender conversas em ambientes ruidosos. 

Já nos graus mais avançados, a compreensão da fala pode ficar bastante comprometida, mesmo em situações silenciosas. 

É importante destacar que o tipo e o grau da perda de audição influenciam diretamente as possibilidades de tratamento e reabilitação, o que reforça a importância de uma avaliação especializada.

Quais são os principais tipos de perda de audição?

Confira a seguir uma lista dos tipos mais comuns!

Perda de audição condutiva

A perda de audição condutiva ocorre quando há dificuldade na condução do som desde o ouvido externo até o ouvido interno

Nesses casos, o som não chega de forma eficiente à cóclea, estrutura responsável por transformar vibrações sonoras em sinais elétricos para o cérebro. 

Clinicamente, é comum que o paciente relate sensação de ouvido tampado ou diminuição global do volume dos sons. 

Entre as causas mais frequentes estão alterações no ouvido externo ou médio, como acúmulo de cerume, infecções, perfuração do tímpano ou alterações nos ossículos. 

Um ponto importante é que, muitas vezes, esse tipo de perda de audição é reversível ou tratável com medidas clínicas ou cirúrgicas.

Perda de audição neurossensorial

Na perda de audição neurossensorial, o comprometimento ocorre no ouvido interno ou no nervo auditivo. Esse é o tipo mais comum, especialmente em adultos e idosos. 

Os sintomas costumam ir além da simples redução do volume sonoro, incluindo dificuldade para compreender a fala, principalmente em ambientes com ruído de fundo. 

Trata-se, em geral, de uma condição progressiva e permanente, associada ao envelhecimento, à exposição prolongada a ruídos ou a fatores genéticos. 

Embora não seja reversível, pode ser reabilitada com recursos adequados, como aparelhos auditivos.

Perda de audição mista

A perda de audição mista combina características da perda condutiva e da neurossensorial. Isso significa que há alterações tanto na condução do som quanto no processamento auditivo interno. 

Nesses casos, o tratamento costuma ser individualizado, considerando todas as estruturas envolvidas.

Quais são as principais causas da perda de audição?

As causas da perda de audição variam de acordo com a idade, o histórico clínico e o tipo de comprometimento auditivo. 

O envelhecimento natural do sistema auditivo, conhecido como presbiacusia, é uma das causas mais comuns e costuma evoluir de forma gradual. 

A exposição frequente a ruídos intensos, seja no ambiente de trabalho ou no lazer, também é um fator relevante e potencialmente evitável. 

Infecções de ouvido, especialmente quando recorrentes ou mal tratadas, podem levar a danos temporários ou permanentes. 

O acúmulo excessivo de cerume, embora simples, pode causar perda condutiva significativa. Vale lembrar que não é recomendado limpar o ouvido em casa, nem com cotonetes. O caminho seguro é fazer limpeza com um otorrinolaringologista.

Além disso, fatores genéticos ou congênitos, o uso de medicamentos ototóxicos e algumas doenças sistêmicas, como diabetes e distúrbios vasculares, também podem estar associados à perda de audição.

Como é feito o diagnóstico da perda de audição?

O diagnóstico da perda de audição é clínico e baseado na combinação entre a história do paciente, o exame físico e testes auditivos específicos. 

A avaliação especializada permite identificar não apenas a presença da perda, mas também seu tipo, grau e possíveis causas. 

Esse processo é fundamental para definir a melhor estratégia de tratamento e acompanhamento, evitando abordagens inadequadas ou tardias.

Testes auditivos mais utilizados

Entre os exames mais importantes está a audiometria, considerada o principal teste para avaliar a capacidade auditiva. 

A audiometria mede os menores sons que a pessoa consegue ouvir em diferentes frequências e avalia a compreensão da fala, fornecendo informações essenciais sobre o grau e o tipo da perda de audição. 

A imitanciometria é outro exame frequente, utilizada para analisar o funcionamento do ouvido médio e a mobilidade do tímpano.

Em situações específicas, outros testes complementares podem ser solicitados para investigar de forma mais detalhada o sistema auditivo. 

Em conjunto, esses exames permitem um diagnóstico preciso e direcionado.

Quais são as opções de reabilitação e tratamento?

O tratamento da perda de audição depende diretamente do tipo e do grau do comprometimento auditivo identificado na avaliação. 

Em alguns casos, especialmente quando há causas reversíveis, é possível recuperar total ou parcialmente a audição. Em outros, o foco está na reabilitação e na melhora funcional do paciente.

Tratamentos clínicos e cirúrgicos

Nas perdas de audição condutivas, medidas clínicas, como o tratamento de infecções ou a remoção médica de cerume, podem ser suficientes. 

Em situações específicas, procedimentos cirúrgicos são indicados para corrigir alterações estruturais do ouvido médio, com bons resultados funcionais.

Quando o uso de aparelho auditivo é indicado?

O uso de aparelho auditivo é indicado principalmente nos casos de perda de audição neurossensorial ou mista, quando não há possibilidade de reversão completa. 

A indicação leva em conta o grau da perda, as queixas do paciente e suas necessidades diárias. A adaptação deve ser sempre individualizada, respeitando o perfil auditivo e o estilo de vida de cada pessoa. 

Quando bem ajustado e utilizado corretamente, o aparelho auditivo contribui muito para melhorar a comunicação, reduzir o esforço auditivo e preservar funções cognitivas relacionadas à audição.

Perguntas frequentes sobre perda de audição

A seguir, reunimos as dúvidas mais comuns de pacientes sobre o assunto. Confira!

A perda de audição pode surgir de forma súbita?

Sim. Em alguns casos, a perda de audição pode ocorrer de maneira súbita, geralmente associada a causas específicas que exigem avaliação e tratamento imediatos. Diante de uma redução auditiva repentina, é fundamental procurar atendimento especializado o quanto antes.

Perda de audição tem relação com declínio cognitivo?

Estudos mostram que a perda de audição não tratada pode estar associada a maior esforço cognitivo e isolamento social, fatores que influenciam a saúde cerebral. O acompanhamento adequado ajuda a minimizar esses impactos ao longo do tempo.

Quem usa aparelho auditivo pode piorar a audição?

Não. O aparelho auditivo não piora a audição. Pelo contrário, ele auxilia o cérebro a receber estímulos sonoros adequados, contribuindo para melhor compreensão da fala e conforto auditivo.

Crianças também podem ter perda de audição?

Sim. A perda de audição pode estar presente desde o nascimento ou surgir na infância, por causas genéticas, congênitas ou adquiridas. A identificação precoce é essencial para o desenvolvimento da linguagem.

Conclusão

A perda de audição é uma condição que pode se manifestar de diferentes formas e por múltiplas causas, exigindo avaliação cuidadosa e acompanhamento adequado. O diagnóstico precoce, realizado por meio de exames como a audiometria, permite identificar o tipo e o grau da perda e direcionar as melhores opções de tratamento ou reabilitação. 

Com orientação especializada, é possível preservar a comunicação, a cognição e a qualidade de vida, mesmo nos casos em que a perda auditiva é permanente.

Se você notou qualquer sinal de alteração na sua audição, mesmo que leve, não deixe de consultar um otorrino para uma avaliação! Entre em contato e marque uma consulta para fazer sua avaliação com o Dr. Pedro Magliarelli!


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