Esta é a página em que eu explico como ajudo quem tem queixas no ouvido, nariz, garganta e sono. Minha rotina combina consulta bem feita, exame endoscópico em vídeo quando indicado e um plano de cuidado alinhado ao que é possível na sua rotina.
O que é Otorrinolaringologia?
A Otorrinolaringologia cuida de três grandes áreas: ouvidos, nariz e garganta, e também do que acontece quando essas regiões afetam o sono e a respiração. No consultório, a consulta começa pela conversa para entender o contexto (há quanto tempo existe o sintoma, se piora à noite, se há alergias, se ronca, se dorme mal).
Em seguida, avalio as estruturas com exame físico e, quando necessário, faço uma nasofibrolaringoscopia (endoscopia com câmera) para visualizar o interior do nariz, a nasofaringe e a laringe. Junto com você, definimos um plano de cuidado: pode incluir medidas de higiene nasal, sprays, fisioterapia respiratória/fono, CPAP para apneia, dispositivo intraoral e, em casos selecionados, cirurgia.
Meu objetivo é simples: respirar melhor, dormir melhor, viver melhor.
Áreas de Atuação da Otorrinolaringologia
No dia a dia, atendo tanto quadros agudos (uma crise que começou agora) quanto situações crônicas (sintomas que se repetem ao longo dos meses). A atuação se divide em três eixos clássicos: Otologia, Rinologia e Laringologia, além do eixo transversal dos distúrbios do sono. Em cada eixo, existem opções clínicas e cirúrgicas; a indicação depende do seu exame, da sua história e dos seus objetivos.
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Otologia (Problemas do Ouvido)
Na otologia, avalio otites (inflamações/infeções), zumbido, tontura, acúmulo de cera, perda auditiva súbita ou progressiva e perfurações de membrana timpânica. Muitas queixas começam “do nada” após um resfriado ou uma viagem de avião; outras se associam à rinite ou a distúrbios da ATM.
O exame inclui inspeção do conduto auditivo e da membrana timpânica, e frequentemente peço audiometria e timpanometria para entender o padrão de audição e a mobilidade do tímpano. Tratamentos vão de limpeza de conduto e medicamentos tópicos a reabil
Rinologia (Doenças do Nariz)
A rinologia aborda rinite, sinusites (aguda, subaguda, crônica), desvio de septo, hipertrofia de conchas nasais e pólipos. Nariz obstruído interfere no sono, favorece ronco e piora a apneia. A avaliação inclui endoscopia nasal para visualizar o septo, o meato médio (por onde drenam os seios da face) e a presença de secreção polipoide.
O plano pode incluir sprays de corticoide/anti-histamínicos, lavagem nasal, controle ambiental de alergênicos e, quando indicado, cirurgia: septoplastia e cirurgia endoscópica dos seios da face.
Laringologia (Distúrbios da Garganta)
Na laringologia, investigo rouquidão, dor de garganta repetida, tosse crônica, sensação de “caroço na garganta”, e quadros de refluxo laringofaríngeo. Também acompanho amígdalas e adenoide, especialmente em crianças.
A nasofibrolaringoscopia mostra pregas vocais, região de epiglote e sinais de inflamação por uso excessivo de voz ou refluxo. A conduta pode envolver repouso vocal guiado, hidratação, ajustes na dieta/rotina e, se necessário, procedimentos cirúrgicos (como amigdalectomia ou adenoidectomia).
Quando Procurar um Otorrinolaringologista?
Quando algo atrapalha sua rotina, como ouvir, respirar, dormir, falar, vale agendar. Há sinais que pedem avaliação mais rápida, como zumbido súbito com perda auditiva, sangramento nasal recorrente sem causa aparente, dor forte no ouvido, rouquidão por mais de três semanas, ronco alto com pausas respiratórias percebidas, e infecções repetidas.
Sintomas de Alerta no Ouvido
Procuro priorizar:
- Perda auditiva súbita em um ouvido.
- Dor intensa com febre, secreção ou queda na audição.
- Zumbido novo associado a tontura ou pressão no ouvido.
- Tontura incapacitante (vertigem giratória) ou desequilíbrio que não passa.
A avaliação inclui otoscopia e, quando indicado, audiometria e timpanometria. Em perdas súbitas, o tempo é relevante: tenho protocolos que envolvem medicamentos logo no início para melhorar as chances de recuperação.
Sinais de Problemas no Nariz
Fique atento a:
- Obstrução nasal persistente ou que piora à noite.
- Secreção espessa por mais de 10–12 dias, odor alterado, dor facial.
- Perda de olfato fora do contexto de resfriado recente.
- Crises repetidas de sinusite no ano.
Nesses casos, avalio septo, conchas, meatos e sinais de secreção na endoscopia. O tratamento pode incluir lavagem com soro, sprays, controle de alergia e, para casos refratários, cirurgia endoscópica.
Quando a Garganta Precisa de Atenção
Sinais de alerta incluem:
- Rouquidão que dura mais de 3 semanas.
- Dor de garganta recorrente com mau hálito e pontos purulentos nas amígdalas.
- Engasgos ou sensação de alimento “parando” na garganta.
- Tosse crônica sem causa respiratória clara.
A nasofibrolaringoscopia ajuda a diferenciar inflamação por refluxo, abuso vocal ou infecção. Em amigdalites de repetição, podemos discutir amigdalectomia; em rouquidão, podem entrar fonoaudiologia e higiene vocal.
Distúrbios do Sono em Adultos
O sono é um capítulo à parte na otorrino porque o nariz e a garganta determinam a qualidade do fluxo de ar. Na apneia do sono, a respiração para por segundos repetidos, gerando despertares, sono não reparador, sonolência diurna, dor de cabeça matinal e impacto cardiometabólico. O ronco é o sinal mais evidente, mas nem todo ronco é apneia, e nem toda apneia tem ronco audível.
Como otorrinolaringologista, avalio a anatomia das vias aéreas com endoscopia, examino septo, conchas, palato mole e língua, e solicito polissonografia quando há suspeita clínica. O tratamento é individual:
- Medidas comportamentais (higiene do sono, posição, peso, álcool).
- CPAP quando há indicação; acompanho a adaptação e os ajustes de máscara/pressão.
- Dispositivo intraoral (em parceria com odontologia do sono) para casos selecionados.
- Reabilitação miofuncional (fisioterapia/fono) para fortalecer musculatura orofaríngea.
- Cirurgia em cenários específicos, após falha ou impossibilidade de outras medidas.
Problemas Respiratórios em Crianças
Em crianças, os sinais mais comuns são respiração bucal, ronco, pausas observadas pelos pais, otites de repetição, perda auditiva na escola, fala “anasalada” e amigdalites frequentes. A avaliação envolve olhar adenoide e amígdalas, orelhas e função nasal.
O cuidado costuma começar com medidas clínicas e higiene nasal; quando a adenoide/ amígdalas estão muito aumentadas e há impacto no sono, crescimento ou na audição, conversamos sobre adenoidectomia e/ou amigdalectomia, sempre explicando o preparo e o pós-operatório.
Exames em Otorrinolaringologia
Exame não é “fim em si”; é uma ferramenta para responder perguntas específicas: o problema é de condução do som ou do nervo? A drenagem dos seios da face está bloqueada? Há colapso faríngeo durante o sono? Sempre explico para que peço cada exame e o que muda com o resultado.
Audiometria e Testes Auditivos
A audiometria mede como o som passa pelo ouvido externo/médio e como o ouvido interno e o nervo auditivo respondem em diferentes frequências e intensidades. Costumo associar imitanciometria/timpanometria para avaliar a mobilidade do tímpano e a pressão no ouvido médio. Em crianças, posso usar métodos lúdicos e, em situações especiais, testes objetivos.
Nasofibrolaringoscopia
A nasofibrolaringoscopia é um exame com câmera fina e flexível, feito no consultório com anestesia tópica. Ela mostra o interior do nariz, a nasofaringe (onde fica a adenoide) e a laringe (pregas vocais).
O exame costuma durar poucos minutos e ajuda a esclarecer obstrução nasal, pólipos, refluxo laringofaríngeo e alterações das pregas vocais. Sempre que possível, mostro as imagens para você entender exatamente o que encontramos.
Polissonografia (Exame do Sono)
A polissonografia registra o sono durante a noite com sensores de fluxo, oxigênio, ronco, movimentos e fases do sono. É o exame que confirma apneia do sono, quantifica sua gravidade e orienta a escolha do tratamento (por exemplo, CPAP e seus parâmetros). Também discuto alternativas de estudos domiciliares quando apropriado.
Timpanometria
A timpanometria avalia a mobilidade do tímpano e a pressão do ouvido médio. É útil em otites, disfunção da tuba auditiva, perda auditiva condutiva e em crianças com fala atrasada associada a líquido no ouvido. É um exame rápido, indolor e que complementa a audiometria.
Tratamentos em Otorrinolaringologia
Trabalho com linhas de cuidado progressivas: começamos com medidas simples e, conforme a resposta e a necessidade, avançamos. Em cada passo, explico benefícios e limitações e combinamos expectativas realistas.
Tratamentos Clínicos
Incluem lavagem nasal com soro, sprays (corticoide, anti-histamínico, anticolinérgico) em rinite/rinossinusite, manejo de refluxo (higiene alimentar/postural e, quando indicado, medicação), analgésicos/anti-inflamatórios em crises agudas e antibióticos em infecções bacterianas documentadas. Em apneia do sono, a base pode envolver higiene do sono, CPAP, dispositivo intraoral e exercícios miofuncionais.
Perda Auditiva e Zumbido
Para perda auditiva súbita, atuo com rapidez (o tempo importa). Nas perdas crônicas, avalio a possibilidade de aparelho auditivo e oriento quanto à proteção contra ruído. Em zumbido, investigo causas otológicas, metabólicas e medicamentosas; muitas vezes, a combinação de reabilitação auditiva, ajustes de estilo de vida e acompanhamento já reduz muito o incômodo.
Adenoide e Amígdalas em Crianças
Em crianças com respiração bucal, ronco, apneia e infecções repetidas, converso com a família sobre o impacto no sono, no comportamento e no aprendizado. Adenoidectomia e amigdalectomia podem ser indicadas quando há critérios bem estabelecidos.
Explico o preparo, a anestesia, a dor esperada no pós-operatório e os cuidados com hidratação e analgesia. O retorno é programado para monitorar cicatrização e ajustar orientações.
AGENDE SUA CONSULTAPerguntas Frequentes
Trato problemas do ouvido (otites, zumbido, tontura, perda auditiva), do nariz (rinite, sinusite, desvio de septo, pólipos) e da garganta (rouquidão, amigdalites, refluxo laringofaríngeo), além de distúrbios do sono como ronco e apneia do sono.
Os mais comuns são audiometria, timpanometria e nasofibrolaringoscopia. Em suspeita de apneia, peço polissonografia. Dependendo do caso, posso solicitar exames de imagem (tomografia dos seios da face, por exemplo) e avaliações complementares. Sempre explico antes por que solicitar e como o resultado orienta a conduta.
Quando há respiração bucal, ronco frequente, otites repetidas, atraso de fala, dificuldade para ouvir a professora ou sono muito agitado. A avaliação inclui olhar adenoide, amígdalas e orelhas, e muitas vezes um teste auditivo simples já esclarece o quadro. Se indicado, tratamos a rinite e, em alguns casos, discutimos adenoidectomia/amigdalectomia.
Rinite alérgica é uma condição crônica que controlamos muito bem com medidas ambientais e sprays; crises podem acontecer, mas o objetivo é reduzir sintomas e impacto na rotina. Já a sinusite pode ser aguda (pós-resfriado) ou crônica (quando os sintomas persistem por mais de 12 semanas). Na crônica, além de sprays e higiene nasal, avaliamos anatomia e, se houver bloqueios persistentes, discutimos cirurgia endoscópica para restaurar a ventilação e a drenagem dos seios da face.
Não. Todo mundo que tem apneia ronca? Quase sempre; mas ronco sem apneia também existe. A diferença é feita pela polissonografia, que mede pausas, quedas de oxigênio e a fragmentação do sono. Mesmo quando não há apneia, vale investigar nariz e garganta: corrigir desvio de septo, tratar rinite ou ajustar hábitos noturnos costuma ajudar bastante. Em casos selecionados, discutimos dispositivo intraoral ou cirurgia.