Teste da Orelhinha: Para Que Serve e Quando Repetir
Postado em: 05/12/2025

Você sabia que a audição do seu bebê pode e deve ser avaliada logo nos primeiros dias de vida? O Teste da Orelhinha é um exame simples, rápido e indolor — mas essencial para garantir o desenvolvimento saudável da linguagem e da comunicação.
Muitas vezes silenciosas, as perdas auditivas congênitas podem passar despercebidas nos primeiros meses. Por isso, a triagem auditiva neonatal é obrigatória no Brasil desde 2010 e precisa ser valorizada por todos os pais.
Neste artigo, você vai entender para que serve o teste, como ele é feito, quando é necessário repeti-lo e o que fazer em caso de alteração!
O que é o teste da orelhinha?
O “Teste da Orelhinha”, também conhecido como triagem auditiva neonatal, é um exame que avalia a capacidade auditiva dos recém-nascidos.
Ele é capaz de identificar precocemente alterações na audição, mesmo aquelas que não apresentam sintomas visíveis nos primeiros dias de vida.
A detecção precoce de perda auditiva é fundamental para garantir que a criança desenvolva a fala, a linguagem e a comunicação de forma adequada. Quanto mais cedo for feito o diagnóstico e iniciado o tratamento, melhores são os resultados no desenvolvimento neurocognitivo.
Como é feito o teste da orelhinha?
O exame é realizado com o bebê dormindo ou em repouso, preferencialmente nas primeiras 48 horas após o nascimento, ainda na maternidade.
Utiliza-se um pequeno fone, colocado na entrada do ouvido do bebê, que emite sons e capta as respostas emitidas pela cóclea (parte do ouvido interno).
Esse procedimento, chamado de Emissões Otoacústicas Evocadas (EOAE), dura apenas alguns minutos, é indolor, não invasivo e não oferece qualquer risco à saúde da criança.
O resultado costuma ser liberado na hora, com indicação de “passou” (resposta positiva) ou “falhou” (resposta ausente ou inconclusiva).
Quando é preciso refazer o teste da orelhinha?
Em alguns casos, o resultado do teste pode não ser conclusivo ou apresentar uma resposta alterada. Isso não significa necessariamente que o bebê tenha perda auditiva.
Fatores como presença de líquido amniótico no canal auditivo, vernix, ou agitação durante o exame podem interferir no resultado.
Nesses casos, é indicada a repetição do teste entre 15 a 30 dias após o nascimento. É importante que os pais não deixem de comparecer à nova avaliação, pois a janela ideal para diagnóstico e intervenção auditiva é até os 3 meses de idade.
O que fazer se o teste da orelhinha der um resultado alterado?
Se mesmo após a repetição do teste o resultado continuar alterado, é necessário encaminhar o bebê para uma avaliação auditiva mais completa, com especialistas em otorrinolaringologia e fonoaudiologia.
Exames complementares como BERA (Potencial Evocado Auditivo do Tronco Encefálico) ajudam a confirmar o grau e tipo de perda auditiva. A partir disso, é possível definir o melhor plano terapêutico, que pode incluir o uso de aparelhos auditivos, implante coclear ou estimulação precoce com fonoaudiólogo especializado.
Em minha clínica de otorrinolaringologia, o acompanhamento é humanizado, acolhedor e investigativo — sempre focado no bem-estar e no desenvolvimento integral da criança.
Perguntas frequentes
1. O teste da orelhinha é obrigatório?
Sim. Desde 2010, o teste é obrigatório em todas as maternidades brasileiras.
2. O exame dói no bebê?
Não. É completamente indolor, rápido e seguro.
3. Quanto tempo leva o teste?
Cerca de 5 a 10 minutos.
4. É possível fazer o teste fora da maternidade?
Sim, em clínicas especializadas, como a nossa, com equipamentos e equipe capacitada.
5. O que significa quando o bebê “falha” no teste?
Pode ser um sinal de alteração auditiva, mas também pode ser causado por interferências externas. Por isso, é importante repetir.
6. Até quando posso fazer o teste se meu bebê não fez na maternidade?
Idealmente até o primeiro mês de vida, mas pode ser feito até os 3 meses, com encaminhamento adequado.
7. Se houver perda auditiva, o bebê vai conseguir falar normalmente?
Sim, desde que o diagnóstico e tratamento sejam precoces. A intervenção até os 6 meses é fundamental.
8. Quais são os fatores de risco para perda auditiva neonatal?
Histórico familiar, infecções durante a gestação, prematuridade, uso de antibióticos ototóxicos, entre outros.
9. O teste detecta todos os tipos de surdez?
Não todos. Algumas perdas auditivas leves ou progressivas podem não ser detectadas imediatamente. Daí a importância do acompanhamento.
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