Sangramento nasal: causas principais e quando se preocupar
Postado em: 23/01/2026

O sangramento nasal é um problema comum e pode assustar tanto adultos quanto crianças, principalmente pela quantidade de sangue que às vezes parece maior do que realmente é. Apesar do impacto visual, na maioria das vezes ele tem causas simples e benignas, como clima seco, alergia, pequenos traumas nasais e resfriados.
No entanto, há situações em que o sangramento nasal pode indicar doenças mais sérias ou exigir atendimento médico imediato. Por isso, entender o que causa o problema e reconhecer os sinais de alerta é fundamental para proteger a saúde e evitar complicações.
A seguir, entenda o que pode levar ao sangramento nasal e como lidar com ele!
O que pode causar o sangramento nasal?
O sangramento nasal, chamado de epistaxe, acontece quando pequenos vasos da mucosa interna do nariz se rompem.
Na infância, isso costuma ocorrer por irritação, ar seco, alergias respiratórias, uso excessivo de descongestionantes e coçar o nariz.
Infecções virais, sinusite e rinite também aumentam a fragilidade dos vasos.
Em adultos, além dos fatores citados, podem contribuir desvio de septo, esforço físico intenso e uso de medicamentos anticoagulantes.
Embora a maioria dos casos seja benigna, algumas causas merecem atenção, como hipertensão arterial descontrolada, distúrbios de coagulação, tumores nasais e traumas mais significativos.
Nessas situações, a epistaxe tende a ser mais intensa, recorrente ou difícil de controlar.
Quando procurar atendimento de emergência?
De acordo com diretrizes da AAO-HNS e do American Family Physician, o atendimento de emergência deve ser procurado imediatamente quando ocorrer um ou mais destes sinais:
- Sangramento nasal que dura mais de 15 minutos mesmo após compressão adequada.
- Sangramento muito intenso que escorre pela garganta ou dificulta a respiração.
- Episódios recorrentes sem causa aparente, principalmente em adultos.
- Suspeita de fratura facial ou trauma importante.
- Sangramento associado a uso de anticoagulantes ou doenças de coagulação.
- Presença de fraqueza, tontura, palidez intensa ou queda de pressão.
Esses sinais podem indicar necessidade de intervenção médica imediata para controlar a hemorragia e investigar causas subjacentes.
Como é o tratamento?
O tratamento inicial depende da causa do sangramento nasal. Em casos simples, orienta-se sentar, inclinar levemente o tronco para frente e comprimir a parte macia do nariz por dez a quinze minutos.
Quando o sangramento persiste, o otorrinolaringologista pode realizar cauterização química ou elétrica dos vasos, aplicar tampão nasal ou prescrever medicamentos para controlar inflamação e alergia.
Em situações graves ou recorrentes, exames complementares são necessários para identificar problemas estruturais, hipertensão, distúrbios de coagulação ou doenças mais raras.
Dúvidas frequentes sobre sangramento nasal
Sangramento nasal frequente é normal?
Sangramentos ocasionais são comuns. No entanto, quando ocorrem repetidamente, é importante investigar causas como alergia, ar seco, desvio de septo ou alterações de coagulação.
É perigoso engolir sangue durante a epistaxe?
Sim. Engolir sangue pode causar náuseas, vômitos e dificuldade respiratória. Por isso, a posição correta é sentar com o tronco inclinado levemente para frente.
Como prevenir o sangramento nasal?
A prevenção inclui hidratar o nariz com soro fisiológico, evitar ar muito seco, não manipular a cavidade nasal, tratar alergias e usar umidificadores quando necessário.
Crianças também precisam ser avaliadas por otorrinolaringologista?
Sim. Crianças com sangramentos repetidos devem ser avaliadas, especialmente se houver rinite, coceira intensa, ronco, respiração bucal ou histórico familiar de distúrbios de coagulação.
Conclusão
O sangramento nasal é geralmente benigno, mas pode ser um sinal de alerta em situações específicas. Identificar quando é simples e quando exige avaliação médica faz toda a diferença para garantir segurança e tranquilidade.
Se os episódios têm sido frequentes, intensos, se estão trazendo preocupação ou mesmo se você já buscou o serviço de emergência e agora quer investigar mais ou dar continuidade ao tratamento, agende uma consulta com o Dr. Pedro Magliarelli. Atendimento acolhedor, investigativo e baseado em ciência!