Ronco ao dormir: por que acontece e quando é perigoso

Postado em: 15/12/2025

Ronco ao dormir: por que acontece e quando é perigoso

O ronco é um problema muito comum entre adultos e pode ser motivo de desconforto tanto para quem dorme quanto para quem convive com o som. Embora muitas pessoas o considerem apenas um incômodo, o ronco frequente pode ser o sinal de que algo está errado com o funcionamento das vias respiratórias durante o sono.

Em alguns casos, o ronco está associado a doenças mais graves, como a apneia obstrutiva do sono, que afeta diretamente a oxigenação do corpo e a qualidade do descanso. 

Entenda a seguir o que causa o ronco e quando ele deve ser avaliado por um especialista. Recupere noites de sono mais tranquilas e saudáveis!

O que causa o ronco?

O ronco ocorre quando há vibração dos tecidos da garganta, língua e palato mole durante a passagem do ar. Isso acontece porque, ao dormir, a musculatura das vias respiratórias relaxa, estreitando o espaço por onde o ar deve circular. 

Esse estreitamento causa a vibração e o ruído característico do ronco.

Diversos fatores podem favorecer o aparecimento do ronco. Entre os mais comuns estão sobrepeso, consumo de álcool à noite, tabagismo, uso de sedativos, posições inadequadas para dormir e obstruções nasais crônicas, como rinite, sinusite ou desvio de septo.   

Além disso, alterações anatômicas, como amígdalas aumentadas, língua volumosa ou palato mais baixo, também podem contribuir para o problema.

Em crianças, o ronco costuma estar relacionado ao crescimento das amígdalas e adenoides, que bloqueiam a passagem do ar e interferem na respiração durante o sono. 

Em adultos, pode ser um sinal inicial de apneia obstrutiva do sono.

Qual a diferença entre ronco simples e apneia?

O ronco simples, também chamado de ronco primário, ocorre quando há vibração das estruturas da garganta, mas sem pausas respiratórias. Embora possa incomodar, ele não traz riscos diretos à saúde, desde que não esteja associado à falta de oxigenação.

Já a apneia obstrutiva do sono é uma condição mais grave. Nesse caso, a pessoa ronca, mas também interrompe a respiração por alguns segundos diversas vezes durante a noite

O diagnóstico preciso é feito por um otorrinolaringologista especializado em Medicina do Sono, como o Dr. Pedro Magliarelli, que avalia a anatomia das vias aéreas e pode solicitar exames como a polissonografia para diferenciar o ronco simples da apneia.

Quando o ronco se torna perigoso?

O ronco deve ser considerado um sinal de alerta quando é frequente, alto e acompanhado de pausas respiratórias, engasgos, respiração ofegante ou cansaço ao acordar

Também é preocupante quando a pessoa apresenta sonolência excessiva durante o dia, perda de memória, irritabilidade e queda no desempenho profissional.

Além de prejudicar o descanso, a apneia do sono está relacionada a problemas cardiovasculares, como hipertensão, arritmias e aumento do risco de infarto e AVC. 

Por isso, é fundamental investigar o ronco persistente e identificar sua causa.

Em crianças, o ronco deve sempre ser avaliado, pois pode indicar obstrução respiratória significativa e causar déficit de atenção, baixo rendimento escolar e atraso no crescimento.

Como tratar o ronco?

O tratamento do ronco depende da causa e da gravidade do quadro. Em muitos casos, medidas simples já trazem bons resultados, como controlar o peso corporal, evitar bebidas alcoólicas antes de dormir, tratar rinite e sinusite, dormir de lado e manter boa higiene do sono.

Para quem sofre com obstruções nasais, podem ser indicados medicamentos tópicos, controle de alergias e, quando necessário, cirurgias corretivas como septoplastia ou turbinoplastia.

Nos casos em que o ronco está associado à apneia, o tratamento pode envolver o uso de CPAP (equipamento que mantém o fluxo de ar constante), placas intraorais para avanço mandibular ou cirurgias da garganta e do nariz, como a faringoplastia e a uvulopalatofaringoplastia (UPFP).

O Dr. Pedro Magliarelli, com formação e doutorado pela Universidade de São Paulo (USP) e atuação como médico do corpo clínico do Hospital Israelita Albert Einstein, realiza uma abordagem completa e integrada. 

O objetivo é identificar a causa exata do ronco e propor o tratamento mais eficaz, priorizando o bem-estar e a qualidade do sono de cada paciente.

Dúvidas frequentes

1. O ronco é sempre sinal de apneia do sono?

Não. O ronco simples pode ocorrer sem pausas respiratórias. No entanto, quando é alto e persistente, deve ser investigado, pois pode indicar apneia.

2. O ronco pode causar problemas cardíacos?

Sim. Quando está associado à apneia, o ronco pode reduzir a oxigenação e aumentar o risco de hipertensão, arritmias e doenças cardiovasculares.

3. Existe cura para o ronco?

Em muitos casos, sim. Quando o ronco é causado por obstruções anatômicas, alergias ou amígdalas aumentadas, o tratamento adequado pode eliminar o problema.

4. Perder peso ajuda a parar de roncar?

Sim. O excesso de peso pode estreitar as vias respiratórias e agravar o ronco. A perda de peso é uma medida importante no controle da condição.

5. As crianças também roncam?

Sim. O ronco infantil é comum, mas nunca deve ser considerado normal. Pode indicar aumento de adenoides ou amígdalas e deve ser avaliado por um otorrinolaringologista.

6. O uso de CPAP é desconfortável?

Os aparelhos modernos são ajustáveis e silenciosos, e a maioria dos pacientes se adapta bem após algumas noites de uso.

7. A cirurgia é sempre necessária?

Não. A cirurgia é indicada apenas quando há causas estruturais que impedem o fluxo de ar e não respondem ao tratamento clínico.

8. Onde buscar tratamento para o ronco em São Paulo?

O Dr. Pedro Magliarelli, otorrinolaringologista especializado em Medicina do Sono, atende em três unidades: Jardim Paulista, Campo Belo e Vila Mariana (Hospital Albert Einstein – Chácara Klabin).

Identificar a causa do seu ronco é importante não apenas para evitar desconfortos, mas também para prevenir problemas mais sérios de saúde. Busque um otorrinolaringologista!

Venha conversar com o Dr. Pedro: otorrino e especialista em Medicina do Sono. É só marcar seu horário pelo WhatsApp!


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