Amigdalite: Sintomas, Diferenças Entre Virais e Bacterianas

Postado em: 21/11/2025

Amigdalite: Sintomas, Diferenças Entre Virais e Bacterianas

Dor de garganta frequente, dificuldade para engolir, febre e mal-estar são sintomas bastante comuns, mas que podem estar ligados a diferentes causas. Uma das mais frequentes — especialmente em crianças — é a Amigdalite, inflamação que afeta as amígdalas, estruturas localizadas no fundo da garganta.

Embora pareça simples, a amigdalite pode ter origens distintas (virais ou bacterianas), o que influencia diretamente na escolha do tratamento. 

Saber diferenciar os tipos e reconhecer os sinais de alerta é fundamental para evitar complicações e tomar decisões adequadas, como o uso de antibióticos ou até mesmo a cirurgia. Continue a leitura para entender melhor essa condição!

O que é amigdalite?

A “Amigdalite” é a inflamação das amígdalas — glândulas linfáticas situadas na parte posterior da garganta, que fazem parte do sistema imunológico e atuam na defesa do organismo, especialmente na infância.

Quando essas estruturas são acometidas por vírus ou bactérias, ocorre um processo inflamatório com sintomas como dor de garganta intensa, dificuldade para engolir, inchaço, febre e, em alguns casos, presença de pus.

Quais podem ser as causas da amigdalite?

A amigdalite pode ser causada por infecções virais ou bacterianas. As causas mais comuns incluem:

  • Vírus: adenovírus, rinovírus (resfriado comum), influenza (gripe) e o vírus Epstein-Barr (mononucleose).
  • Bactérias: principalmente o Streptococcus pyogenes (estreptococo do grupo A), o mesmo que causa a faringite estreptocócica.

Fatores como baixa imunidade, contato com pessoas infectadas e mudanças bruscas de temperatura podem favorecer o surgimento de crises.

Quais as diferenças entre amigdalites virais e bacterianas?

Distinguir amigdalites virais das bacterianas é essencial para definir o tratamento adequado e evitar o uso desnecessário de antibióticos.

A amigdalite viral:

  • É mais comum em crianças e adultos jovens.
  • Tem sintomas mais leves e autolimitados.
  • Pode estar associada a coriza, tosse, rouquidão e febre baixa.
  • As amígdalas podem ficar avermelhadas, mas geralmente sem pus.
  • Costuma melhorar espontaneamente em até 7 dias.

Já a amigdalite bacteriana:

  • É mais frequente em crianças em idade escolar.
  • Tem sintomas mais intensos, com febre alta, dor de garganta forte e mal-estar.
  • Pode haver presença de placas de pus nas amígdalas.
  • Não costuma haver tosse ou coriza.
  • Necessita de tratamento com antibiótico, prescrito por um médico.

A confirmação do tipo pode ser feita com exame clínico, testes rápidos de estreptococo ou cultura de orofaringe, quando necessário.

Como tratar amigdalites virais e bacterianas?

O tratamento varia de acordo com a causa identificada:

Para amigdalites virais:

  • Repouso, hidratação e medicamentos prescritos para controle da dor e febre.
  • Gargarejos com soluções antissépticas podem ajudar.

O quadro costuma se resolver espontaneamente.

Para amigdalites bacterianas:

  • Uso de antibióticos prescritos por um otorrinolaringologista.
  • É essencial completar o ciclo do antibiótico, mesmo que os sintomas desapareçam.

Casos mal tratados podem levar a complicações, como febre reumática ou abscesso peritonsilar.

E nos casos recorrentes?

Quando a amigdalite se torna frequente (mais de 5 episódios por ano), com impacto na qualidade de vida da criança ou adulto, pode ser indicada a amigdalectomia — cirurgia para retirada das amígdalas.

Esse procedimento é comum e seguro, sendo realizado com anestesia geral e com recuperação gradual em cerca de 10 a 14 dias. 

Eu, Dr. Pedro Magliarelli, realizo o procedimento com técnicas de alta precisão, priorizando o conforto e a recuperação do paciente.

Perguntas frequentes 

1. Amigdalite é contagiosa?

Sim. Especialmente a viral e a bacteriana. A transmissão ocorre por gotículas de saliva, tosse e objetos contaminados.

2. Posso tomar antibiótico por conta própria?

Não. O uso incorreto pode mascarar os sintomas, gerar resistência bacteriana e complicações.

3. Crianças com amigdalite precisam sempre de antibiótico?

Não. Apenas se a infecção for confirmadamente bacteriana.

4. Amigdalite viral pode virar bacteriana?

Sim, é possível uma infecção viral abrir caminho para uma secundária bacteriana.

5. Quando a cirurgia das amígdalas é indicada?

Quando há amigdalites de repetição, apneia do sono, abscessos ou dificuldade respiratória persistente.

6. Amigdalite pode causar mau hálito?

Sim, especialmente nos casos com pus ou criptas amigdalianas inflamadas.

7. Existe prevenção para amigdalite?

Manter boa higiene, alimentação saudável e evitar contato com pessoas doentes ajudam na prevenção.

8. Gargarejo com água morna e sal ajuda?

Pode aliviar sintomas, mas não substitui o tratamento médico.

9. É normal ter dor de ouvido com amigdalite?

Sim. A dor pode irradiar devido à proximidade anatômica.

Eu, Dr. Pedro Magliarelli, sou especialista em otorrinolaringologia e busco sempre oferecer um atendimento acolhedor e investigativo, traçando planos personalizados para o melhor tratamento possível da amigdalite.

Vamos juntos recuperar a saúde da sua garganta? Entre em contato pelo WhatsApp para marcar uma consulta!


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